08 maio, 2012

SERÁ QUE TODAS AS PARTES DA BÍBLIA, AINDA TÊM IMPORTÂNCIA?




Mesmo que não concorde com as opiniões radicais sobre a Bíblia, pode ser que você se pergunte se todo o conteúdo dela ainda tem importância.
Afinal, as Bíblias usadas pela maioria das igrejas são divididas no que é em geral chamado de Velho Testamento e Novo Testamento, dando a impressão de que mais de 75% do conteúdo da Bíblia é velho e ultrapassado.
Ninguém continua a oferecer sacrifícios de animais, conforme exigidos na Lei mosaica.
Assim, por que foram preservados todos os detalhes sobre esses sacrifícios no livro de Levítico? (Levítico 1:1–7:38)
E que dizer dos capítulos iniciais de 1 Crônicas, formados quase que inteiramente de listas genealógicas? (1 Crônicas 1:1–9:44)
Se ninguém hoje consegue traçar sua linhagem diretamente até alguém mencionado nesses capítulos, para que servem essas listas?
Imagine que você apanhe uma maçã de uma macieira. Depois de ter colhido a maçã, será que a árvore que a produziu perde a importância? 
Não, se quiser mais frutas!

De certo modo, a Bíblia é como essa macieira. 
Embora tenhamos preferência por alguns trechos, como os Salmos ou o Sermão do Monte, por serem de fácil compreensão e especialmente “saborosos” — assim como temos preferência por certa fruta —, será que deveríamos desconsiderar o resto?


Qual é o conceito da própria Bíblia sobre esse assunto?
Por volta do ano 65 EC, o apóstolo Paulo escreveu sua segunda carta a Timóteo, lembrando-lhe: “Desde a infância tens conhecido os escritos sagrados, que te podem fazer sábio para a salvação, por intermédio da fé em conexão com Cristo Jesus.”
 Paulo disse em seguida: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça.” (2 Timóteo 3:15, 16) 


Por escrever que “toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa”, será que Paulo estava se referindo apenas às Escrituras Gregas?
Note que Paulo disse que Timóteo conhecia “os escritos sagrados” desde “a infância”.
Se, como alguns acreditam, Timóteo tinha 30 e poucos anos de idade quando essa carta foi escrita, então ele era uma criança na época em que Jesus foi morto.
Isso foi antes da escrita de qualquer trecho das Escrituras Gregas.
A mãe de Timóteo era judia, assim, os escritos sagrados que ela usou para ensiná-lo quando criança devem ter sido as Escrituras Hebraicas. (Atos 16:1)
A referência de Paulo a “toda a Escritura” sem dúvida incluía as Escrituras Hebraicas, contendo procedimentos sacrificiais e genealogias.
Hoje, mais de 1.900 anos depois, ainda nos beneficiamos desses trechos da Bíblia de muitas maneiras.
Por exemplo, nem teríamos a Bíblia se Deus não tivesse providenciado que ela fosse escrita e preservada por um povo que ele mesmo havia escolhido. (Romanos 3:1, 2)
No Israel antigo, a Lei mosaica não era apenas uma relíquia sagrada a ser preservada para gerações futuras, mas, na verdade, era a constituição da nação.
Alguns detalhes da Lei que talvez nos pareçam desnecessários hoje eram essenciais para a sobrevivência e o funcionamento adequado do Israel antigo.
Além disso, os registros genealógicos na Bíblia eram necessários para identificar o Messias, que, conforme havia sido predito, seria um descendente direto do Rei Davi. — 2 Samuel 7:12, 13; Lucas 1:32; 3:23-31.
Embora os cristãos não precisem obedecer à Lei mosaica, eles precisam exercer fé no predito Messias, Jesus Cristo.
As genealogias antigas preservadas na Bíblia provam que Jesus era mesmo o prometido “filho de Davi”. E os detalhes sobre os sacrifícios aumentam nosso apreço pelo ainda mais importante sacrifício que Jesus fez, fortalecendo nossa fé no valor desse sacrifício. — Hebreus 9:11, 12.
Numa carta à congregação cristã em Roma, no primeiro século, Paulo escreveu:
“Todas as coisas escritas outrora foram escritas para a nossa instrução, para que, por intermédio da nossa perseverança e por intermédio do consolo das Escrituras, tivéssemos esperança”. (Romanos 15:4)
Esse texto nos lembra de que a Bíblia foi escrita para nosso benefício — mas não apenas para o nosso.
Por mais de 3.500 anos, suas palavras inspiradas têm orientado, instruído e corrigido o povo de Deus — no deserto do Sinai, na Terra Prometida, no exílio em Babilônia, no Império Romano e hoje no mundo inteiro. Nenhum outro livro pode com razão afirmar isso a respeito de si próprio. Como as raízes de uma macieira, o valor de algumas partes da Bíblia talvez seja difícil de ser notado à primeira vista.
Pode ser que seja preciso “cavar um pouco” para descobrir seu valor, mas esse esforço valerá muito a pena!

Um comentário:

  1. Olá Amiga
    Fica com um beijinho grande e votos de continuação de uma boa semana

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