31 maio, 2012

O PROPÓSITO DE DEUS



Desde o começo, era do propósito de Deus que a família humana perfeita vivesse na Terra para sempre num paraíso. O pecada de Adão e Eva, não mudou o propósito de Deus, ele continua. Este ainda é o seu objetivo! E será cumprido sem falta.
A Bíblia declara: “Jeová dos exércitos jurou, dizendo: ‘Seguramente, assim como tencionei, assim terá de acontecer; e assim como aconselhei, deste modo se efetuará.’” “Eu até mesmo o falei; também o introduzirei. Eu o formei, também o farei.” — Isaías 14:24; 46:11.
Jesus Cristo falou sobre o propósito de Deus, de restabelecer um paraíso na Terra, quando disse a certo homem que queria ter uma esperança para o futuro: “Estarás comigo no Paraíso.” (Lucas 23:43)
Também o apóstolo Pedro falou sobre o vindouro novo mundo quando predisse: “Há novos céus [um novo governo dominando desde o céu] e uma nova terra [uma nova sociedade terrestre] que aguardamos segundo a . . . promessa [de Deus], e nestes há de morar a justiça.” — 2 Pedro 3:13.
Davi, o salmista, escreveu sobre o vindouro novo mundo e quanto tempo duraria. Ele predisse: “Os próprios justos possuirão a terra e residirão sobre ela para todo o sempre.” (Salmo 37:29) É por isso que Jesus prometeu: “Felizes os de temperamento brando, porque herdarão a terra.” — Mateus 5:5.
Quão grandiosa é esta perspectiva, de viver para sempre na Terra paradísica, livre de todo tipo de iniqüidade, crime, doença, tristeza e dor!
No último livro da Bíblia, a Palavra profética de Deus resume este grandioso propósito por declarar:
“[Deus] enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.” E acrescenta: “E O que estava sentado no trono disse: ‘Eis que faço novas todas as coisas.’ Ele diz também: ‘Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.’” — Revelação 21:4, 5.


Sim, Deus tem um grandioso propósito. Este é um novo mundo de justiça, um paraíso eterno, predito por Aquele que pode e vai cumprir o que promete, pois as suas “palavras são fiéis e verdadeiras”.

25 maio, 2012

COMPAIXÃO E EMPATIA



Jesus demonstrava muita empatia. Compreendia os sentimentos dos que sofriam e se compadecia. Embora não estivesse nas mesmas circunstâncias daquelas pessoas, ele realmente sentia a dor delas em seu próprio coração. (Hebreus 4:15)
Quando curou uma mulher que já sofria de um fluxo de sangue por 12 anos, Jesus se referiu ao problema dela como uma “doença penosa”, reconhecendo assim que a doença lhe havia causado muito sofrimento e aflição. (Marcos 5:25-34)
Ver Maria e outras pessoas chorando por causa da morte de Lázaro tocou tanto a Jesus que ele ficou aflito no íntimo. Embora soubesse que ressuscitaria Lázaro, ele ficou tão comovido que chorou. — João 11:33, 35.
Em outra ocasião, um leproso se aproximou de Jesus e implorou: “Se apenas quiseres, podes tornar-me limpo.” Como Jesus reagiu, embora fosse perfeito e nunca tivesse ficado doente? Ele compreendeu como o leproso se sentia. De fato, a Bíblia diz que ele ‘ficou penalizado’. (Marcos 1:40-42)
Daí Jesus fez algo extraordinário. Ele sem dúvida sabia que os leprosos eram impuros segundo a Lei e que não deviam aproximar-se de outros. (Levítico 13:45, 46)
Jesus com certeza podia curar aquele homem sem tocar nele. (Mateus 8:5-13)
Ainda assim, preferiu estender a mão e tocar no leproso, dizendo: “Eu quero. Torna-te limpo.” A lepra desapareceu imediatamente. Que demonstração de terna empatia!
Como cristãos, somos incentivados a imitar a Jesus por mostrar empatia. A Bíblia nos incentiva a ‘compartilhar os sentimentos’. (1 Pedro 3:8)
Talvez não seja fácil compreender os sentimentos dos que sofrem de depressão ou de uma doença crônica, principalmente se nunca passamos por problemas desse tipo.
Mas lembre-se de que para ter empatia não é preciso estar nas mesmas circunstâncias da outra pessoa. Jesus teve empatia pelos doentes, embora ele mesmo nunca tivesse ficado doente.
Então, como podemos desenvolver empatia? Por ouvir pacientemente quando outros abrem o coração e expressam o que sentem. Podemos nos perguntar: ‘Como eu me sentiria se estivesse no lugar dessa pessoa?’ (1 Coríntios 12:26)
Quanto maior for a nossa sensibilidade aos sentimentos dos outros, tanto mais fácil será ‘falarmos consoladoramente às almas deprimidas’. (1 Tessalonicenses 5:14)
Às vezes podemos demonstrar empatia não apenas com palavras, mas também com lágrimas. “Chorai com os que choram”, diz Romanos 12:15.
Para seguirmos a Jesus, é necessário mostrarmos consideração pelos sentimentos dos outros. Assim, lembrando que palavras impensadas podem ferir os sentimentos das pessoas, damos atenção ao que falamos. (Provérbios 12:18; 18:21)
Em vista disso, entre os cristãos não deve haver palavras duras, comentários depreciativos e sarcasmo.
Seguir a Jesus envolve mais do que apenas repetir suas palavras e copiar suas ações. Precisamos cultivar a mesma “atitude mental” que ele tinha. (Filipenses 2:5)
Por essa razão, somos muito gratos de que a Bíblia nos revela os pensamentos e os sentimentos por trás das palavras e ações de Jesus!
Por nos familiarizarmos com “a mente de Cristo”, estaremos mais aptos a cultivar sensibilidade e profunda compaixão e assim tratar outros do modo como ele tratava as pessoas. (1 Coríntios 2:16)

23 maio, 2012

FELICIDADE GARANTIDA





“Felizes os cônscios de sua necessidade espiritual”, disse Jesus Cristo. (Mateus 5:3)
Jesus indicou que a  satisfação das necessidades espirituais, em vez de a dos desejos materiais, é  essencial para o êxito na busca da felicidade.
Estas palavras de Jesus, se forem aplicadas, equivalem a uma garantia de felicidade.
Assim, a felicidade desabrocha quando a pessoa dá os passos para identificar, e daí satisfazer, a sua necessidade espiritual.
Como se pode fazer isso?
É aqui que entra a Bíblia.
Porque só a Bíblia pode dar respostas a perguntas que são feitas e nem sempre encontram respostas satisfatórias.
Já se perguntou, por exemplo, ‘qual é o objetivo da vida?
Por que razão o homem está na Terra?
O que reserva o futuro?
Além de dar respostas satisfatórias a estas e a muitas outras perguntas, a Bíblia fornece também orientações para um modo de vida que tem ajudado a milhões de pessoas a enfrentar os problemas complexos com que todos nós nos deparamos hoje, e que muitas vezes impedem a nossa busca de felicidade.
A ‘palavra de Deus é lâmpada para o meu pé e luz para a minha senda’, diz o salmista. (Salmo 119:105) Sem dúvida, a Bíblia é um guia seguro que pode ajudá-lo na busca de felicidade.

16 maio, 2012

RESPEITO PELOS IDOSOS



Num mundo onde a população com mais de 65 anos aumenta em inéditas 795 mil pessoas todo mês, cuidar das necessidades dos idosos se tornou uma das questões de maior importância. “Nunca houve tantos idosos no mundo e nós precisaremos avaliar mais de perto como os países reagem aos desafios e às oportunidades que surgem com o envelhecimento”.
Nosso Criador também se interessa pelos idosos. Na verdade, sua Palavra, a Bíblia, nos dá orientações sobre como eles devem ser tratados.
A lei de Deus, dada a Moisés, estimulava o respeito pelos idosos.
Ela declarava: “Deves levantar-te diante do cabelo grisalho e tens de mostrar consideração para com a pessoa dum homem idoso.” (Levítico 19:32)
 Os adoradores obedientes de Deus deviam ‘levantar-se’ diante de uma pessoa idosa (1) como sinal de respeito e (2) como evidência do temor reverente que tinham de Deus.
Assim, os idosos deviam ser honrados e tidos como pessoas valiosas. — Provérbios 16:31; 23:22.
Embora hoje os cristãos não estejam sob a Lei mosaica, seus princípios revelam os pensamentos e as prioridades de Jeová, não deixando nenhuma dúvida a respeito da grande consideração que ele tem pelos idosos.
Entre os cristãos em Jerusalém, naquele tempo, havia algumas viúvas necessitadas.
Com certeza várias delas eram idosas.
Os apóstolos designaram sete “homens acreditados” para certificarem-se de que essas mulheres recebessem alimentos diariamente, de maneira ordeira, considerando esse cuidado especial como uma “incumbência necessária” da congregação. — Atos 6:1-7.
É claro que as pessoas que respeitam a vontade de Deus não precisam de leis para tratar os idosos com dignidade e respeito.
Durante seu ministério, Jesus mostrou consideração pelos idosos. 
Também o salmista orou: “Não me lances fora no tempo da velhice; não me deixes quando meu poder falhar.” (Salmo 71:9)
O salmista não se sentia abandonado por Jeová, mas reconhecia sua própria necessidade de confiar cada vez mais no seu Criador à medida que ia envelhecendo.
Os idosos querem ser respeitados. 
Precisam tomar  decisões e sentir que ainda são donos da sua vida. 
Embora sua capacidade física diminua com a idade, os que mantêm a mente ativa em geral continuam bem lúcidos. 
É verdade que talvez não pensem tão rápido como quando eram mais jovens nem aprendam coisas novas tão ligeiro. 
Mas não devem ser deixados de lado e nem deve seu papel na família ser usurpado; tampouco devem outros assumir as tarefas que os idosos preferem eles mesmos fazer. Isso seria frustrante, desanimador e os faria sentir-se inaptos e até mesmo inúteis.
Mesmo quando estão incapacitados por derrame cerebral ou outra doença, os idosos ainda querem ser tratados com dignidade. 
Não gostam que outros falem ou ralhem com eles como se fossem crianças. Ainda que não consigam falar, geralmente podem ouvir, e é compreensível que sejam sensíveis. 
Às vezes, por excesso de remédios, talvez pareçam senis, quando na verdade não são. 
Assim, a empatia, mais do que qualquer outro sentimento, pode ser a chave para se cuidar deles de maneira adequada.
Visto que há casos em que os idosos ficam confinados em casa, precisam sentir que não foram esquecidos. Gostam de receber visitas.
Assim, como podemos “mostrar consideração” pelos idosos? 
Mostre que você se importa. Dê-lhes honra, reconhecimento e trate-os com dignidade recorrendo à sua perspicácia e sabedoria.
O respeito pelos mais velhos é na verdade uma demonstração de nossa reverência a Deus. Por sua vez, quando os idosos mostram genuína gratidão pela ajuda que recebem, fica mais fácil para que outros lhes deem ajuda amorosa e respeitosa. Ajudar os idosos está longe de ser apenas um dever; é um prazer!
Jeová corresponde a essa lealdade providenciando apoio durante toda a vida da pessoa. (Salmo 18:25)
Muitas vezes esse apoio vem da parte de companheiros cristãos.
Em vista do que já foi mencionado, fica claro que todos os que desejam honrar a Deus devem também honrar os idosos, pois eles são, de fato, preciosos aos olhos de nosso Criador.
Visto que fomos criados à imagem de Deus, que sempre manifestemos o conceito dele sobre “as cãs”. — Salmo 71:18.

09 maio, 2012

Você sente solidão?




Talvez seja de ajuda se perguntar: ‘Será que posso fazer algo para melhorar a situação?
Preciso fazer algumas mudanças?
Se preciso, quais são elas?’
As perguntas a seguir podem ajudá-lo a fazer uma autoanálise e achar boas soluções.
Preciso mudar minha atitude?
Qualquer pessoa pode ser vítima da solidão. Mas esse sentimento negativo só se torna um problema sério quando persiste. Se você está passando por isso, talvez seja sinal de que há algo errado com seu modo de encarar a vida.
A raiz do problema pode estar no seu jeito de se comportar na presença de outros. Algumas pessoas, sem querer, colocam uma espécie de arame farpado ao seu redor, dificultando que outros lhe ofereçam sua amizade. Às vezes, tudo que é preciso é mudar sua atitude.

Será que eu evito as pessoas?
Pergunte-se: ‘Tenho a tendência de me afastar dos outros? Será que eles seriam mais simpáticos comigo se eu fosse mais simpático com eles?’ Se acha que precisa melhorar nesse sentido, esforce-se para ser mais extrovertido.
No entanto, desenvolver uma amizade achegada exige tempo e esforço. Um bom começo é aprender a ouvir. Se ouvir com atenção, você estará em melhores condições de falar sobre coisas que os outros acham interessantes. Lembre-se: a empatia promove a amizade.
Meu problema é ser negativo?
A baixa autoestima pode ser uma barreira para fazer amigos. Pergunte-se: ‘Tenho um conceito exageradamente negativo sobre mim mesmo?’
Tenha certeza de que, se você se aproximar das pessoas e ajudá-las de alguma forma, elas acharão que você tem valor. Elas podem corresponder à sua iniciativa e querer ter amizade com você. Então, que tal dar o primeiro passo?
Pensar de modo positivo também o ajudará a fazer amizade com pessoas de várias idades.
Ter amizade com alguém mais velho ou mais jovem pode ser recompensador.
Será que eu me isolo?
Muitas pessoas solitárias sentem um pouco de alívio por passar horas vendo TV, jogando videogames ou usando o computador. Mas, quando desligam os aparelhos, elas continuam se sentindo solitárias. Elsa, que tem 21 anos e mora em Paris, admite: “A TV e os videogames podem se tornar como uma droga que leva a pessoa a não querer mais fazer amigos.”
Uma desvantagem de ver TV é que a pessoa não interage com ninguém, não troca ideias nem faz novas amizades. No caso dos videogames, ocorre basicamente o mesmo: eles transportam as pessoas para um mundo imaginário que desaparece assim que param de jogar. Ficar navegando na internet sem objetivo pode ajudar a fugir da realidade, mas também pode expor o usuário a conteúdo imoral ou a pessoas que ocultam sua identidade. A internet não é um bom lugar para encontrar ou desenvolver amizades verdadeiras.
Desejo me casar?
Alguns querem se casar apenas para acabar com a solidão. É verdade que estar casado com alguém bondoso e amoroso pode trazer muita alegria. Mas tome cuidado: casar-se não é uma decisão de pouca importância que pode ser tomada de modo precipitado.
O casamento não é necessariamente a solução para a solidão. Diz-se que pessoas que têm problemas de comunicação no casamento estão “entre as mais solitárias do mundo”. Infelizmente, há mais pessoas nessa situação do que você talvez imagine. Assim, se você deseja se casar algum dia, seria bom resolver seu problema com a solidão antes de entrar num relacionamento romântico com alguém. Por mudar sua atitude e seus hábitos e por tomar a iniciativa de fazer amizades enquanto está solteiro, você estará se preparando bem para um casamento feliz.
Você pode lidar com a solidão
Talvez não exista uma solução imediata. Mas você pode se sair bem por seguir a Regra Áurea, expressa por Jesus em Mateus 7:12: “Todas as coisas, portanto, que quereis que os homens vos façam, vós também tendes de fazer do mesmo modo a eles.” Então, se quer que os outros sejam simpáticos com você, seja simpático com eles. Se quer que se abram com você, abra-se com eles. Pode ser que nem todos correspondam de imediato, mas, com o tempo, alguns farão isso. Mesmo se não corresponderem, você se sentirá feliz por ter tentado.
Jesus disse outra verdade profunda que pode ajudá-lo a lidar com a solidão: “Há mais felicidade em dar do que há em receber.” (Atos 20:35) Se der do seu tempo para ajudar os outros — uma criança com seu dever de casa ou um idoso a fazer compras e a manter sua casa ou jardim bem arrumados —, você se sentirá mais feliz e talvez ganhe um verdadeiro amigo.
Encontre os melhores amigos
Há outras maneiras práticas de lidar com a solidão. Saia para caminhar num parque ou em outro lugar tranquilo. E, quando estiver sozinho em casa, ocupe seu tempo com coisas criativas, como costurar, fazer tarefas domésticas e consertos na casa ou ler. Uma pessoa disse: “Até hoje, nunca senti uma ansiedade que não pudesse ser eliminada por uma hora de leitura.” Muitos encontram consolo ao ler principalmente os salmos da Bíblia.
Especialistas notaram que ter a companhia de pessoas que compartilham as mesmas crenças religiosas pode ajudar alguém a lidar com a solidão e também fazer bem à saúde. Onde você pode encontrar pessoas que se esforçam para colocar em prática a Regra Áurea? Num livro sobre religiões, certo observador imparcial escreveu: “Em sua vida congregacional, as Testemunhas de Jeová formam uma verdadeira comunidade onde há confiança e aceitação.”
Jesus indicou qual seria a principal característica do cristianismo verdadeiro quando disse a seus discípulos: “Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” (João 13:35) Esse amor — primeiro a Deus e depois aos irmãos de fé — é o que identifica em especial os que praticam a religião verdadeira. — Mateus 22:37-39.
Fazer amizade com Deus é o melhor modo de lidar com a solidão. Se ele for seu amigo, você nunca se sentirá solitário. — Romanos 8:38, 39; Hebreus 13:5, 6.

08 maio, 2012

SERÁ QUE TODAS AS PARTES DA BÍBLIA, AINDA TÊM IMPORTÂNCIA?




Mesmo que não concorde com as opiniões radicais sobre a Bíblia, pode ser que você se pergunte se todo o conteúdo dela ainda tem importância.
Afinal, as Bíblias usadas pela maioria das igrejas são divididas no que é em geral chamado de Velho Testamento e Novo Testamento, dando a impressão de que mais de 75% do conteúdo da Bíblia é velho e ultrapassado.
Ninguém continua a oferecer sacrifícios de animais, conforme exigidos na Lei mosaica.
Assim, por que foram preservados todos os detalhes sobre esses sacrifícios no livro de Levítico? (Levítico 1:1–7:38)
E que dizer dos capítulos iniciais de 1 Crônicas, formados quase que inteiramente de listas genealógicas? (1 Crônicas 1:1–9:44)
Se ninguém hoje consegue traçar sua linhagem diretamente até alguém mencionado nesses capítulos, para que servem essas listas?
Imagine que você apanhe uma maçã de uma macieira. Depois de ter colhido a maçã, será que a árvore que a produziu perde a importância? 
Não, se quiser mais frutas!

De certo modo, a Bíblia é como essa macieira. 
Embora tenhamos preferência por alguns trechos, como os Salmos ou o Sermão do Monte, por serem de fácil compreensão e especialmente “saborosos” — assim como temos preferência por certa fruta —, será que deveríamos desconsiderar o resto?


Qual é o conceito da própria Bíblia sobre esse assunto?
Por volta do ano 65 EC, o apóstolo Paulo escreveu sua segunda carta a Timóteo, lembrando-lhe: “Desde a infância tens conhecido os escritos sagrados, que te podem fazer sábio para a salvação, por intermédio da fé em conexão com Cristo Jesus.”
 Paulo disse em seguida: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça.” (2 Timóteo 3:15, 16) 


Por escrever que “toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa”, será que Paulo estava se referindo apenas às Escrituras Gregas?
Note que Paulo disse que Timóteo conhecia “os escritos sagrados” desde “a infância”.
Se, como alguns acreditam, Timóteo tinha 30 e poucos anos de idade quando essa carta foi escrita, então ele era uma criança na época em que Jesus foi morto.
Isso foi antes da escrita de qualquer trecho das Escrituras Gregas.
A mãe de Timóteo era judia, assim, os escritos sagrados que ela usou para ensiná-lo quando criança devem ter sido as Escrituras Hebraicas. (Atos 16:1)
A referência de Paulo a “toda a Escritura” sem dúvida incluía as Escrituras Hebraicas, contendo procedimentos sacrificiais e genealogias.
Hoje, mais de 1.900 anos depois, ainda nos beneficiamos desses trechos da Bíblia de muitas maneiras.
Por exemplo, nem teríamos a Bíblia se Deus não tivesse providenciado que ela fosse escrita e preservada por um povo que ele mesmo havia escolhido. (Romanos 3:1, 2)
No Israel antigo, a Lei mosaica não era apenas uma relíquia sagrada a ser preservada para gerações futuras, mas, na verdade, era a constituição da nação.
Alguns detalhes da Lei que talvez nos pareçam desnecessários hoje eram essenciais para a sobrevivência e o funcionamento adequado do Israel antigo.
Além disso, os registros genealógicos na Bíblia eram necessários para identificar o Messias, que, conforme havia sido predito, seria um descendente direto do Rei Davi. — 2 Samuel 7:12, 13; Lucas 1:32; 3:23-31.
Embora os cristãos não precisem obedecer à Lei mosaica, eles precisam exercer fé no predito Messias, Jesus Cristo.
As genealogias antigas preservadas na Bíblia provam que Jesus era mesmo o prometido “filho de Davi”. E os detalhes sobre os sacrifícios aumentam nosso apreço pelo ainda mais importante sacrifício que Jesus fez, fortalecendo nossa fé no valor desse sacrifício. — Hebreus 9:11, 12.
Numa carta à congregação cristã em Roma, no primeiro século, Paulo escreveu:
“Todas as coisas escritas outrora foram escritas para a nossa instrução, para que, por intermédio da nossa perseverança e por intermédio do consolo das Escrituras, tivéssemos esperança”. (Romanos 15:4)
Esse texto nos lembra de que a Bíblia foi escrita para nosso benefício — mas não apenas para o nosso.
Por mais de 3.500 anos, suas palavras inspiradas têm orientado, instruído e corrigido o povo de Deus — no deserto do Sinai, na Terra Prometida, no exílio em Babilônia, no Império Romano e hoje no mundo inteiro. Nenhum outro livro pode com razão afirmar isso a respeito de si próprio. Como as raízes de uma macieira, o valor de algumas partes da Bíblia talvez seja difícil de ser notado à primeira vista.
Pode ser que seja preciso “cavar um pouco” para descobrir seu valor, mas esse esforço valerá muito a pena!