13 dezembro, 2013

Por que as Testemunhas de Jeová não comemoram o Natal?



http://www.jw.org/pt/testemunhas-de-jeova/perguntas-frequentes/por-que-nao-comemoram-natal/


Por que as Testemunhas de Jeová não comemoram o Natal?

Jesus nos mandou comemorar sua morte, não seu nascimento. — Lucas 22:19, 20.

Os apóstolos e os primeiros discípulos de Jesus não comemoravam o Natal. A Enciclopédia Barsa diz que “a festa do Natal foi instituída oficialmente pelo bispo romano Libério no ano 354”, mais de duzentos anos depois que o último apóstolo morreu.

Não existem provas de que Jesus tenha nascido em 25 de dezembro; a data de seu nascimento não foi registrada na Bíblia.

Nós acreditamos que o Natal não é aprovado por Deus porque se origina de costumes e rituais pagãos. — 2 Coríntios 6:17.

Por que se preocupar tanto com esse assunto?

Muitas pessoas comemoram o Natal, mesmo sabendo que ele tem origens pagãs e não é apoiado pela Bíblia. Essas pessoas talvez perguntem: Por que os cristãos deveriam adotar uma postura tão diferente? Por que se preocupar tanto com isso?


A Bíblia nos incentiva a pensar por nós mesmos, usando nossa “faculdade de raciocínio”. (Romanos 12:1, 2) Ela nos ensina a valorizar a verdade. (João 4:23, 24) Então, embora nos preocupemos com o que os outros pensam sobre nós, seguimos os princípios bíblicos, mesmo que isso nos torne impopulares.

Apesar de escolhermos não comemorar o Natal, nós respeitamos o direito que todos têm de tomar sua própria decisão nesse assunto e não interferimos em suas comemorações de Natal.
Alguns conceitos equivocados

Mito: As Testemunhas de Jeová não comemoram o Natal porque não acreditam em Jesus.

Fato: Nós somos cristãos. Acreditamos que a salvação só é possível por meio de Jesus Cristo. — Atos 4:12.

Mito: Por ensinarem seus adeptos a não comemorar o Natal, vocês acabam dividindo famílias.

Fato: Nós nos preocupamos muito com as famílias e usamos a Bíblia para ajudá-las a ser mais unidas.

Mito: Vocês acabam perdendo o “espírito natalino” de generosidade, paz na Terra e boa vontade.

Fato: Nós nos esforçamos para ser generosos e pacíficos o ano inteiro. (Provérbios 11:25; Romanos 12:18) Por exemplo, realizamos nossas reuniões e nossa pregação em harmonia com a instrução de Jesus: “De graça recebestes, de graça dai.” (Mateus 10:8
Além disso, dirigimos atenção para o Reino de Deus como a única esperança depaz na Terra. — Mateus 10:7.
História de alguns costumes natalinos
Comemoração do aniversário de Jesus: “Os primeiros cristãos não celebravam [o] nascimento [de Cristo] porque consideravam a comemoração do aniversário um costume pagão.” — Enciclopédia Delta Universal.

Dia 25 de dezembro: Não existem provas de que Jesus tenha nascido nessa data. É provável que líderes da Igreja tenham escolhido essa data para coincidir com festas pagãs realizadas no solstício de inverno ou por volta dele.

Troca de presentes, banquetes e festas: A obra The Encyclopedia Americana diz: “As saturnais, festa romana celebrada em meados de dezembro, forneceram o modelo para muitos costumes festivos do Natal. Dessa celebração, por exemplo, derivam-se os banquetes suntuosos, a troca de presentes e a queima de velas.” A Encyclopædia Britannicaobserva que “todo trabalho e negociações eram interrompidos” durante as saturnais.

Luzes de Natal: De acordo com a The Encyclopedia of Religion(Enciclopédia da Religião), os europeus decoravam suas casas “com luzes e sempre-verdes de todos os tipos” para celebrar o solstício de inverno e combater espíritos maus.

Visco e azevinho: Em muitos países, essas plantas geralmente são usadas em decorações de Natal. “Os druidas atribuíam propriedades mágicas ao visco. O azevinho sempre-verde era adorado como uma promessa de que o Sol retornaria.” — The Encyclopedia Americana.

Árvore de natal: “Cultuar árvores, ato comum entre os europeus pagãos, sobreviveu à conversão deles ao cristianismo.” Um exemplo atual disso é o costume de “colocar uma árvore de natal na entrada ou dentro da casa durante as festividades em meados do inverno”. — Encyclopædia Britannica

17 setembro, 2013

Comunicação com adolescentes


Se você tem um filho adolescente, sabe que há algum tempo, conversar com seu filho talvez fosse como uma via de mão dupla. 
Mas agora parece que a estrada está bloqueada. Quando são crianças nossos filhos nos enchem de perguntas. Na adolescência, porém temos de puxar assunto. Se eu não fizermos isso, talvez fiquemos dias sem ter uma boa conversa.

Tentar se comunicar com um adolescente apático pode testar a paciência dos pais. A Bíblia reconhece que há “frustração de planos quando não há palestra confidencial”. (Provérbios 15:22) “
Comunicação é mais do que apenas falar. Jesus disse que ‘é da abundância do coração que a boca fala’. (Lucas 6:45)
Assim, por meio da boa comunicação conhecemos melhor as outras pessoas e contamos coisas a nosso respeito. 

Esse último aspecto pode ser um desafio para os adolescentes porque, depois de entrar na puberdade, até mesmo a criança mais extrovertida  pode ficar tímida de repente. 
Os especialistas dizem que os adolescentes em geral acham que estão num palco diante de uma plateia imaginária, constantemente sob a luz implacável de um holofote. 
Em vez de encarar o holofote, adolescentes retraídos talvez baixem a cortina, por assim dizer, e se escondem num mundo particular onde é difícil os pais entrarem.

Outro fator que pode ser um obstáculo à comunicação é o desejo do adolescente de ser independente. 
Não há como evitar isso — seu filho está crescendo, e parte desse processo envolve ele se distanciar da família. Não, isso não significa que seu filho adolescente está preparado para sair de casa. De muitas maneiras, ele precisa de você mais do que nunca. 
Mas o processo de separação começa anos antes de um jovem se tornar adulto. 
Como parte do amadurecimento, muitos adolescentes preferem pensar sobre as coisas sozinhos antes de revelar os seus sentimentos a outros.

Imagine que esteja dirigindo numa estrada longa e reta. 
Durante muitos quilômetros, você quase não precisa virar o volante. 
Daí, de repente, aparece uma curva fechada. Para manter o carro na pista, você é obrigado a virar mais o volante. 
Algo parecido acontece quando seu filho entra na adolescência. 
Por alguns anos, sua maneira de criá-lo talvez não tenha precisado de muitos ajustes. 
Mas agora a vida dele faz uma curva, por assim dizer, e você precisa ‘virar mais o volante’, ou seja, ajustar seu modo de lidar com ele. 

Se notar que seu filho não está com muita vontade de conversar, chame-o para fazer alguma coisa com você — dar uma caminhada, um passeio de carro, jogar algum jogo ou fazer alguma tarefa na casa. Muitas vezes, esses ambientes informais deixam os adolescentes mais à vontade para se abrir.
‘Será que consigo perceber a mensagem por trás das palavras?’ 
Jó 12:11 diz: “Não faz o próprio ouvido a prova das palavras assim como o paladar saboreia a comida?” 
Agora, mais do que nunca, você precisa ‘provar’ o que seu filho diz. 

Os adolescentes geralmente falam como se não houvesse meio-termo. Por exemplo, seu filho talvez diga: “Você sempre me trata como criança!”, ou “você nunca me escuta!”. Em vez de implicar com a inexatidão técnica das palavras “sempre” e “nunca”, reconheça que seu filho provavelmente não está  falando em sentido literal. Por exemplo, “você sempre me trata como criança” pode significar “eu acho que você não confia em mim”, e “você nunca me escuta” talvez signifique “eu só quero dizer como realmente me sinto”. Tente perceber a mensagem por trás das palavras.
 Quando seu filho fala de uma forma um tanto exagerada, diga algo assim: “Vejo que está chateado, e eu quero ouvir o que tem a dizer. Por que você acha que eu te trato como criança?” Daí, escute sem interrompê-lo.

‘Será que eu, sem querer, dificulto a comunicação por tentar forçar meu filho adolescente a conversar?’ A Bíblia diz: “O fruto da justiça tem a sua semente semeada sob condições pacíficas para os que fazem paz.” (Tiago 3:18
Pelo que diz e pelo seu jeito de ser, crie “condições pacíficas” para que seu filho adolescente tenha vontade de conversar. 
Lembre-se de que você é o defensor de seu filho. Assim, ao conversar sobre um assunto, tente não falar como um promotor cujo objetivo é desacreditar uma testemunha no tribunal.

Se seu filho adolescente não responde às suas perguntas, tente mudar o enfoque. 
Por exemplo, em vez de perguntar como foi o dia de sua filha, diga-lhe como foi o seu dia e veja a reação dela. 
Ou, para descobrir o que sua filha pensa sobre determinado assunto, faça perguntas que não chamem a atenção para ela. 
Peça-lhe que diga o que uma de suas amigas acha do assunto. Então pergunte que conselho ela daria à amiga.

A comunicação com um adolescente não é algo impossível. 
Ajuste seus métodos de acordo com a necessidade. Converse com outros pais que se saíram bem nesse respeito. (Provérbios 11:14
Ao conversar com seu filho seja “rápido no ouvir, vagaroso no falar, vagaroso no furor”. (Tiago 1:19
Acima de tudo, nunca desista de criar seus filhos adolescentes “na disciplina e na regulação mental de Jeová”. — Efésios 6:4.
Matéria de A SENTINELA 2008-08-01

17 agosto, 2013

QUEM JESUS DISSE QUE ERA?



Quem Jesus disse que era:
Jesus reconheceu que era o Filho de Deus, embora raramente se identificasse dessa maneira. (Marcos 14:61, 62; João 3:18; 5:25, 26; 11:4)
Quase sempre, porém, ele dizia que era “o Filho do homem”. Por identificar-se assim, ele chamava a atenção para seu nascimento como humano — o fato de que ele era realmente um homem.
Desse modo, ele também revelou ser o “filho de homem” que Daniel, em visão, viu aparecer perante o Deus Todo-Poderoso — “o Antigo de Dias”. — Mateus 20:28; Daniel 7:13.
Em vez de dizer publicamente que era o Filho de Deus, Jesus deixou que as pessoas chegassem a essa conclusão. Isso aconteceu até mesmo com alguns que não eram seus apóstolos, incluindo João Batista e Marta, amiga de Jesus. (João 1:29-34; 11:27)
Esses acreditavam que Jesus era o prometido Messias e sabiam que ele tinha vivido no céu como poderosa pessoa espiritual, e que Deus havia transferido milagrosamente a vida de seu Filho para o ventre da virgem Maria. — Isaías 7:14; Mateus 1:20-23.
Jesus era semelhante ao primeiro homem, Adão, em muitos aspectos.
Por exemplo, os dois eram homens perfeitos que não tiveram pai humano. (Gênesis 2:7, 15)
Assim, a Bíblia chama Jesus de “o último Adão” — um homem perfeito que podia servir como “resgate correspondente”.
A vida de Jesus correspondia à do “primeiro homem, Adão”, que Deus criou como humano perfeito. — 1 Coríntios 15:45; 1 Timóteo 2:5, 6.
A Bíblia chama o primeiro Adão de “filho de Deus”. (Lucas 3:38)
Mas esse Adão perdeu sua preciosa relação como filho de Deus quando desobedeceu a Ele deliberadamente.
Por outro lado, Jesus sempre foi fiel ao seu Pai celestial e permaneceu como Filho aprovado de Deus. (Mateus 3:17; 17:5)
A Bíblia diz que todos os que exercem fé em Jesus e o aceitam como Salvador podem ganhar a vida eterna. — João 3:16, 36; Atos 5:31; Romanos 5:12, 17-19.
No entanto, alguns afirmam que Jesus não é simplesmente o Filho de Deus, mas que na realidade é o próprio Deus. Dizem que tanto ele como o Pai são o Deus Todo-Poderoso. Será que estão certos?
É Jesus de alguma maneira parte de Deus?
Jesus orava freqüentemente a Deus, a quem chamou de Pai, e também ensinou outros a fazer o mesmo. (Mateus 6:9-11; Lucas 11:1, 2)
Numa oração com os apóstolos — poucas horas antes de morrer — ele pediu: “Pai, veio a hora; glorifica o teu filho, para que o teu filho te glorifique. Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo.” — João 17:1, 3.
Note que Jesus orou a alguém a quem chamou de “o único Deus verdadeiro”.
Ao continuar orando, ele mostrou a posição superior de Deus:
“De modo que agora, Pai, glorifica-me junto de ti com a glória que eu tive junto de ti antes de haver o mundo.” (João 17:5)
Jesus ensinou seus discípulos a orar: “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome.” Mateus 6:9 
A Bíblia descreve nosso Pai celestial, cujo nome é Jeová, como superior ao Filho. 
Por exemplo, Jeová é “de eternidade a eternidade”. 
Mas a Bíblia diz que Jesus é “o primogênito de toda a criação”. 
Como acabamos de ver, o nome dado ao Filho de Deus, o Cordeiro, é Jesus. (Lucas 1:30-32) 
Mas qual é o nome do Pai dele? 
A Bíblia o menciona milhares de vezes. Por exemplo, o Salmo 83:18 diz: “Tu, cujo nome é Jeová, somente tu és o Altíssimo sobre toda a terra.” Infelizmente, muitas traduções da Bíblia substituíram o nome de Deus pelos termos “SENHOR” e “DEUS”. 
Em algumas traduções, esses termos são escritos com letras maiúsculas, supostamente para diferenciar Jeová de outros, chamados deuses ou senhores. 
Mas muitas traduções da Bíblia restituíram o nome divino ao seu devido lugar.


18 junho, 2013

NOSSA CONFIANÇA EM DEUS


Com a minha voz clamarei ao próprio Jeová e ele me responderá do seu santo monte. — Sal. 3:4.

Confiando em Jeová e cheio de esperança, Davi escreveu o acima. De acordo com as ordens de Davi, a arca do pacto, que simbolizava a presença de Deus, havia sido levada para o monte Sião. (2 Sam. 15:23-25) Apropriadamente, portanto, Davi disse que a resposta à sua oração viria do monte santo de Jeová. Certo de que orar a Deus não seria em vão, Davi não sentia pavor. 
Em vez disso, ele cantou: “Quanto a mim, vou deitar-me para dormir; hei de acordar, porque o próprio Jeová continua a sustentar-me.” (Sal. 3:5) 
Mesmo à noite, quando o perigo de um ataque surpresa era maior, Davi não tinha medo de dormir. Ele tinha certeza de que acordaria, pois suas experiências anteriores o deixaram totalmente confiante de que podia contar com o infalível apoio de Deus. 
Podemos ter essa mesma confiança se seguirmos os “caminhos de Jeová” e nunca nos afastarmos dele. — 2 Sam. 22:21, 22.
Davi concluiu esse salmo dizendo: “Vou tanto deitar-me como dormir em paz, pois somente tu, ó Jeová, me fazes morar em segurança.” (Sal. 4:8) 
Quando os israelitas obedeciam à Lei de Jeová, eles tinham paz com Deus e segurança. Por exemplo, durante o reinado de Salomão, ‘Judá e Israel moravam em segurança’. (1 Reis 4:25) 
Os que confiavam em Deus tinham paz até mesmo quando nações vizinhas eram hostis. 
Como Davi, temos um sono tranquilo, pois Deus nos faz sentir seguros.
Prossigamos confiantemente no serviço de Jeová. Vamos também orar com fé e, assim, sentir “a paz de Deus, que excede todo pensamento”. (Fil. 4:6, 7) 
Quanta alegria isso nos dá! 
E certamente podemos encarar o futuro com segurança, se sempre tivermos plena confiança em Jeová.

14 junho, 2013

Lidar com as causas de aflição



TEXTO DIÁRIO:

Precisamos de consolo em várias situações na vida. Uma das maiores causas de tristeza é a morte de uma pessoa amada, especialmente o cônjuge ou um filho. O consolo talvez seja necessário também quando a pessoa é vítima de discriminação ou preconceito. Saúde fraca, idade avançada, pobreza, problemas no casamento ou condições mundiais aflitivas podem fazer com que a pessoa precise de consolo.

Quando há aflição, talvez precisemos de consolo que alivie o coração, a mente, as emoções e a saúde física e espiritual. Por exemplo, veja o coração.
A Palavra de Deus reconhece que nosso coração pode ficar “quebrantado e esmagado”. (Sal. 51:17
Jeová certamente é capaz de lidar com essa situação, pois “está sarando os quebrantados de coração e está [enfaixando] seus pontos doloridos”. (Sal. 147:3
Mesmo nas situações graves, Deus pode oferecer alívio a um coração angustiado se lhe pedirmos com plena fé e obedecermos seus mandamentos.
Leia 1 João 3:19-22; 5:14, 15.

Nossa mente muitas vezes precisa de consolo por causa da aflição mental que pode resultar de diversas provações. Com nossas próprias forças, provavelmente não passaríamos com êxito por essas provas de fé. Mas o salmista cantou: “Quando os meus pensamentos inquietantes se tornaram muitos no meu íntimo, tuas próprias consolações começaram a afagar a minha alma.” (Sal. 94:19
E Paulo escreveu: “Não estejais ansiosos de coisa alguma, mas em tudo, por oração e súplica, junto com agradecimento, fazei conhecer as vossas petições a Deus; e a paz de Deus, que excede todo pensamento, guardará os vossos corações e as vossas faculdades mentais por meio de Cristo Jesus.” (Fil. 4:6, 7
Ler as Escrituras e meditar nelas pode ser de grande ajuda para lidar com a aflição mental.  2 Tim. 3:15-17.

Acontecimentos aflitivos podem exercer um efeito negativo em nossa saúde física.Naturalmente, alimentação adequada, descanso suficiente, algum exercício e boa higiene podem nos ajudar. 
Além disso, pensar nas promessas da Bíblia para o futuro pode ajudar a melhorar nossa saúde. 
Assim, quando estamos angustiados, podemos nos lembrar do que Paulo passou e de suas palavras encorajadoras: “Somos apertados de todos os modos, mas não comprimidos sem nos podermos mover; estamos perplexos, mas não inteiramente sem saber o que fazer; somos perseguidos, mas não ficamos cambaleando; somos derrubados, mas não destruídos.” — 2 Cor. 4:8, 9.


14 maio, 2013

A violência doméstica tem solução!




A violência doméstica é recorrente, usar a Bíblia em benefício da família pode ajudar a vencer este problema. Os artigos abaixo são excelentes:

http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/102013124

Como evitar ferir com palavras
O DESAFIO
Toda vez que surge uma discussão, você e seu cônjuge disparam uma rajada de críticas um contra o outro. Vocês já se acostumaram tanto a ferir com palavras que agora esse é o jeito “normal” de conversar.
Se isso está acontecendo em seu casamento, você pode mudar a situação. Mas primeiro é preciso pensar nos motivos desse problema e nos benefícios de se fazerem mudanças.
POR QUE ACONTECE
Criação. Muitos maridos e esposas foram criados num lar onde era comum ferir com palavras e acabam repetindo o tipo de linguajar que ouviam de seus pais.
Influência do entretenimento. Filmes e seriados de comédia transformam grosseria em motivo de risada, passando a impressão de que isso é inofensivo — e até engraçado.
Cultura. Em algumas sociedades, as pessoas aprendem que um “homem de verdade” precisa ser dominador ou que a mulher precisa ser muito agressiva para não parecer fraca. Durante uma discussão, marido e esposa podem se encarar como inimigos em vez de aliados e acabar usando palavras que machucam.
Não importa o motivo, a linguagem ofensiva pode levar ao divórcio e a vários problemas de saúde. Alguns até dizem que as palavras doem mais do que pancadas. Por exemplo, uma esposa que sofria agressão verbal e física do marido diz: “Para mim, era muito mais difícil aguentar os insultos do que a violência.”
O que fazer se seu casamento está se desgastando por causa do jeito que vocês falam?
O QUE VOCÊ PODE FAZER
Mostre empatia. Coloque-se no lugar de seu cônjuge e tente imaginar o impacto que suas palavras causam nele. Se possível, pense numa situação específica em que ele achou que você disse algo ofensivo. Não se concentre no que você disse, mas em comoo que você disse afetou os sentimentos da outra pessoa. Que palavras bondosas você poderia ter dito no lugar daquelas palavras maldosas? A Bíblia diz: “Uma resposta, quando branda, faz recuar o furor, mas a palavra que causa dor faz subir a ira.” — Provérbios 15:1.
Observe casais respeitosos. Se o seu jeito de falar foi influenciado por maus exemplos, então procure bons exemplos em que se espelhar. Preste atenção em casais que têm o hábito de se comunicar com respeito e imite seu jeito. — Princípio bíblico: Filipenses 3:17.
Resgate os sentimentos perdidos. A linguagem ofensiva geralmente tem mais a ver com o coração do que com a boca. Por isso, procure alimentar pensamentos e sentimentos positivos sobre seu cônjuge. Relembrem coisas que vocês gostavam de fazer juntos. Vejam fotos antigas. Que coisas faziam vocês darem risada? Que qualidades os atraíram um ao outro? — Princípio bíblico: Lucas 6:45.
Troque “você” por “eu”. Em vez de atacar verbalmente seu cônjuge, expresse suas preocupações explicando como você é afetado. Por exemplo, dizer “Eu me sinto deixado de lado quando você planeja coisas sem me consultar” funciona melhor do que “É sempre assim — você planeja as coisas e nem quer saber o que eu penso!”. — Princípio bíblico:Colossenses 4:6.
Saiba quando parar. Se os ânimos estão começando a se exaltar e a conversa está ficando fora do controle, talvez seja melhor conversar em outra hora. Geralmente, não há nada de errado em sair de uma discussão tensa até a situação se acalmar. — Princípio bíblico: Provérbios 17:14.

TEXTOS PRINCIPAIS
“Os maridos devem estar amando as suas esposas como aos seus próprios corpos.” — Efésios 5:28.
“A esposa deve ter profundo respeito pelo seu marido.” — Efésios 5:33.
‘Sejam tirados dentre vós todo brado e linguagem ultrajante.’ — Efésios 4:31.


http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/102013126

A violência doméstica tem solução!
Cena 1: Isabel* recebe a visita de seus pais. Eles passam uma noite agradável e descontraída com a filha e o genro. Que pais não ficariam orgulhosos de ver a filha casada com um homem que a trata tão bem?
Cena 2: Frank está fervendo de raiva. Mais uma vez, ele vai extravasar sua fúria da maneira de sempre — batendo no rosto da esposa, chutando-a, puxando seu cabelo ou batendo várias vezes a cabeça dela contra a parede.
VOCÊ talvez fique surpreso de saber que as duas cenas se referem ao mesmo casal.
Os agressores geralmente têm dois tipos de comportamento
Como acontece em muitos casos de violência doméstica, Frank sabe como fingir ser um “bom moço” na frente dos outros, incluindo dos sogros. Mas, quando está sozinho com a esposa, ele mostra seu lado cruel.
Muitos homens como Frank foram criados numa família violenta e acham que seu comportamento é aceitável — e até normal. Mas não há nada de normal nisso. É por isso que a maioria das pessoas fica revoltada ao saber que um homem espancou a esposa.
Mas infelizmente a violência doméstica é muito comum. Nos Estados Unidos, por exemplo, uma pesquisa constatou que centrais de atendimento a vítimas de violência doméstica recebem em média mais de 16 telefonemas por minuto em todo o país. Esse é um problema mundial que atinge todas as culturas, classes sociais e econômicas. Visto que muitos casos não são denunciados, sem dúvida a situação é pior do que as estatísticas revelam.*
Casos de violência doméstica levantam as perguntas: como um homem pode chegar a ponto de maltratar tanto alguém — ainda mais a própria esposa? Será que um homem assim pode ser ajudado?
As Testemunhas de Jeová, que publicam esta revista, acreditam que os conselhos da Bíblia podem ajudar pessoas violentas a mudar. Essa mudança é fácil? Não. Mas é possível? Sim! A instrução bíblica já ajudou muitas pessoas a trocar seu comportamento violento por um bondoso e respeitoso. (Colossenses 3:8-10) Veja o caso de Rogério e Valéria.
Como era o relacionamento de vocês no início?
Valéria: Na noite em que ficamos noivos, Rogério me deu um tapa tão forte que fiquei com um hematoma a semana toda. Ele pediu mil desculpas e prometeu nunca mais fazer isso. Nos anos seguintes, ouvi essa promessa várias vezes.
Rogério: Qualquer coisa me tirava do sério — se as refeições não estavam prontas na hora, por exemplo. Uma vez, dei várias coronhadas em Valéria. Em outra ocasião, bati tanto nela que achei que a tinha matado. Depois, tentei assustá-la por ameaçar matar nosso filho com uma faca no pescoço dele.
Valéria: Eu vivia com medo. Às vezes, precisava fugir de casa até Rogério se acalmar. Apesar disso tudo, eu achava mais difícil suportar a agressão verbal do que a física.
Rogério, você sempre foi violento?
Rogério: Sim, desde criança. Cresci num ambiente violento. Meu pai espancava minha mãe na frente dos filhos. Depois que ele a abandonou, minha mãe passou a viver com outro homem, que também a espancava. Ele também estuprou minha irmã — e a mim. Mas foi preso por isso. É claro que nada disso justificava meu comportamento.
Valéria, por que você não se separou de Rogério?
Valéria: Eu tinha medo. Eu achava que ele poderia ir atrás de mim e me matar ou matar meus pais. E, se eu o denunciasse, a situação poderia ficar pior ainda.
Quando as coisas começaram a mudar?
Rogério: Minha esposa começou a estudar a Bíblia com as Testemunhas de Jeová. De início, eu tinha ciúme das novas amizades dela e achava que eu precisava salvá-la dessa “seita” estranha. Daí, fiquei mais violento ainda, não só com Valéria, mas também com as Testemunhas de Jeová. Certo dia, Daniel, nosso filho de 4 anos que sofria de convulsões, foi internado e ficou no hospital por quase três semanas. Nesse tempo, as Testemunhas de Jeová nos ajudaram bastante — até mesmo cuidando de nossa filha de 6 anos, Denise. Uma delas, depois de trabalhar a noite inteira, passou o dia com Daniel para que Valéria pudesse ir para casa dormir um pouco. A bondade dessas pessoas — que eu havia tratado tão mal — mexeu comigo. Percebi que elas agiam como cristãos verdadeiros. Então, pedi um estudo bíblico. No decorrer do estudo, aprendi como um homem deve e não deve tratar a esposa. Abandonei de vez meu comportamento agressivo e violento. Por fim, me tornei Testemunha de Jeová.
Que princípios bíblicos ajudaram você a mudar?
Rogério: Foram vários. Em 1 Pedro 3:7, a Bíblia diz que eu devo ‘honrar’ minha esposa. Gálatas 5:23 me incentiva a ter “brandura” e “autodomínio”. Efésios 4:31condena a “linguagem ultrajante”. Hebreus 4:13 diz que “todas as coisas estão . . . abertamente expostas” a Deus. Então, Deus vê minha conduta, mesmo que meus vizinhos não vejam. Também aprendi que precisava mudar minhas amizades, visto que “más associações estragam hábitos úteis”. (1 Coríntios 15:33) Meus antigos amigos me incentivavam a ser violento. Eles achavam certo espancar a esposa para mostrar “quem manda em casa”.
O que vocês acham do seu casamento agora?
Valéria: Já faz 25 anos que Rogério se tornou Testemunha de Jeová. Desde então, ele tem sido amoroso, bondoso e gentil comigo.
Rogério: Não posso apagar a grande dor que causei à minha família, e minha esposa com certeza não merecia nada disso. Mal posso esperar o cumprimento de Isaías 65:17, quando essa fase sombria de nossa vida for esquecida.
Que conselhos vocês dariam para famílias vítimas de violência doméstica?
Rogério: Se você agride sua família com palavras ou ações, reconheça que precisa de ajuda e não hesite em buscá-la. Existe muita ajuda disponível. Para mim, o estudo bíblico com as Testemunhas de Jeová e o convívio com elas me ajudaram a vencer minhas fortes tendências violentas.
Valéria: Evite comparar sua situação com a de outras pessoas e pense bem antes de seguir conselhos de pessoas que acham que sabem o que é melhor para você. Sei que nem todo caso terá o mesmo desfecho que o meu, mas, quando penso em como nosso casamento é abençoado agora, fico feliz por não ter desistido dele.
SOLUÇÃO PARA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
O estudo da Bíblia ajudou muitos homens a fazer as mudanças necessárias
A Bíblia diz: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas.” (2 Timóteo 3:16) Como Rogério, muitas pessoas violentas aplicaram os conselhos da Bíblia em seu casamento e conseguiram mudar o modo de pensar e agir.
POR QUE ELAS NÃO LARGAM O MARIDO VIOLENTO?
Por que algumas esposas decidem continuar com seu marido violento? Geralmente porque temem que a situação piore. Alguns maridos ameaçam machucar ou até mesmo matar a esposa caso ela tente fugir. Não foram poucos os que cumpriram suas ameaças.
Outras hesitam em largar o marido porque temem que seus familiares e amigos se voltem contra elas, negando-se a acreditar que a situação seja tão ruim assim. Por exemplo, Isabel, já mencionada neste artigo, deixou seu marido. Ela diz: “Minha irmã ficou brava comigo e insistiu que eu voltasse para ele — ela não acreditava que um homem tão ‘bom’ pudesse ser tão cruel. Todos os vizinhos começaram a me ignorar, e eu me senti obrigada a mudar de bairro com meus filhos.”
Algumas esposas decidem não deixar o marido por outros motivos:
• Elas querem que os filhos cresçam com a presença do pai e da mãe.
• Ficam com medo de não conseguirem sustentar a família sozinhas.
• Acreditam que a culpa é delas.
• Sentem vergonha de contar que sofrem agressão.
• Esperam que a situação melhore.
As Testemunhas de Jeová obedecem ao padrão bíblico de que a única base para odivórcio é o adultério. (Mateus 5:32) Mas existem situações que podem justificar aseparação, incluindo comportamento extremo de um cônjuge violento.

PRINCÍPIOS BÍBLICOS ÚTEIS PARA OS MARIDOS
Trate sua esposa com honra e respeito. — 1 Pedro 3:7.
Ame sua esposa como seu próprio corpo. — Efésios 5:28, 29.
Mantenha seu amor vivo e cada vez maior. — Efésios 5:25.
Evite machucar com palavras. — Efésios 4:29, 31.
Aprenda a ter autocontrole. — Provérbios 29:11.
Lembre-se de que ter autoestima depende de você se controlar, não de controlar os outros. — Provérbios 16:32.
Pense nas consequências de suas ações. — Gálatas 6:7.
Se perceber que vai perder o controle, é melhor sair de perto. — Provérbios 17:14.
Desenvolva ódio pela violência. — Salmo 11:5.
Não encare sua esposa como alguém inferior, mas como uma parceira competente. — Gênesis 1:31; 2:18.

Visite o site oficial das Testemunhas de Jeová: