17 setembro, 2013

Comunicação com adolescentes


Se você tem um filho adolescente, sabe que há algum tempo, conversar com seu filho talvez fosse como uma via de mão dupla. 
Mas agora parece que a estrada está bloqueada. Quando são crianças nossos filhos nos enchem de perguntas. Na adolescência, porém temos de puxar assunto. Se eu não fizermos isso, talvez fiquemos dias sem ter uma boa conversa.

Tentar se comunicar com um adolescente apático pode testar a paciência dos pais. A Bíblia reconhece que há “frustração de planos quando não há palestra confidencial”. (Provérbios 15:22) “
Comunicação é mais do que apenas falar. Jesus disse que ‘é da abundância do coração que a boca fala’. (Lucas 6:45)
Assim, por meio da boa comunicação conhecemos melhor as outras pessoas e contamos coisas a nosso respeito. 

Esse último aspecto pode ser um desafio para os adolescentes porque, depois de entrar na puberdade, até mesmo a criança mais extrovertida  pode ficar tímida de repente. 
Os especialistas dizem que os adolescentes em geral acham que estão num palco diante de uma plateia imaginária, constantemente sob a luz implacável de um holofote. 
Em vez de encarar o holofote, adolescentes retraídos talvez baixem a cortina, por assim dizer, e se escondem num mundo particular onde é difícil os pais entrarem.

Outro fator que pode ser um obstáculo à comunicação é o desejo do adolescente de ser independente. 
Não há como evitar isso — seu filho está crescendo, e parte desse processo envolve ele se distanciar da família. Não, isso não significa que seu filho adolescente está preparado para sair de casa. De muitas maneiras, ele precisa de você mais do que nunca. 
Mas o processo de separação começa anos antes de um jovem se tornar adulto. 
Como parte do amadurecimento, muitos adolescentes preferem pensar sobre as coisas sozinhos antes de revelar os seus sentimentos a outros.

Imagine que esteja dirigindo numa estrada longa e reta. 
Durante muitos quilômetros, você quase não precisa virar o volante. 
Daí, de repente, aparece uma curva fechada. Para manter o carro na pista, você é obrigado a virar mais o volante. 
Algo parecido acontece quando seu filho entra na adolescência. 
Por alguns anos, sua maneira de criá-lo talvez não tenha precisado de muitos ajustes. 
Mas agora a vida dele faz uma curva, por assim dizer, e você precisa ‘virar mais o volante’, ou seja, ajustar seu modo de lidar com ele. 

Se notar que seu filho não está com muita vontade de conversar, chame-o para fazer alguma coisa com você — dar uma caminhada, um passeio de carro, jogar algum jogo ou fazer alguma tarefa na casa. Muitas vezes, esses ambientes informais deixam os adolescentes mais à vontade para se abrir.
‘Será que consigo perceber a mensagem por trás das palavras?’ 
Jó 12:11 diz: “Não faz o próprio ouvido a prova das palavras assim como o paladar saboreia a comida?” 
Agora, mais do que nunca, você precisa ‘provar’ o que seu filho diz. 

Os adolescentes geralmente falam como se não houvesse meio-termo. Por exemplo, seu filho talvez diga: “Você sempre me trata como criança!”, ou “você nunca me escuta!”. Em vez de implicar com a inexatidão técnica das palavras “sempre” e “nunca”, reconheça que seu filho provavelmente não está  falando em sentido literal. Por exemplo, “você sempre me trata como criança” pode significar “eu acho que você não confia em mim”, e “você nunca me escuta” talvez signifique “eu só quero dizer como realmente me sinto”. Tente perceber a mensagem por trás das palavras.
 Quando seu filho fala de uma forma um tanto exagerada, diga algo assim: “Vejo que está chateado, e eu quero ouvir o que tem a dizer. Por que você acha que eu te trato como criança?” Daí, escute sem interrompê-lo.

‘Será que eu, sem querer, dificulto a comunicação por tentar forçar meu filho adolescente a conversar?’ A Bíblia diz: “O fruto da justiça tem a sua semente semeada sob condições pacíficas para os que fazem paz.” (Tiago 3:18
Pelo que diz e pelo seu jeito de ser, crie “condições pacíficas” para que seu filho adolescente tenha vontade de conversar. 
Lembre-se de que você é o defensor de seu filho. Assim, ao conversar sobre um assunto, tente não falar como um promotor cujo objetivo é desacreditar uma testemunha no tribunal.

Se seu filho adolescente não responde às suas perguntas, tente mudar o enfoque. 
Por exemplo, em vez de perguntar como foi o dia de sua filha, diga-lhe como foi o seu dia e veja a reação dela. 
Ou, para descobrir o que sua filha pensa sobre determinado assunto, faça perguntas que não chamem a atenção para ela. 
Peça-lhe que diga o que uma de suas amigas acha do assunto. Então pergunte que conselho ela daria à amiga.

A comunicação com um adolescente não é algo impossível. 
Ajuste seus métodos de acordo com a necessidade. Converse com outros pais que se saíram bem nesse respeito. (Provérbios 11:14
Ao conversar com seu filho seja “rápido no ouvir, vagaroso no falar, vagaroso no furor”. (Tiago 1:19
Acima de tudo, nunca desista de criar seus filhos adolescentes “na disciplina e na regulação mental de Jeová”. — Efésios 6:4.
Matéria de A SENTINELA 2008-08-01

Um comentário:

  1. amei obrigada por me ajudar em relembrar essa materia maravilhosa e esse desenho e realmente como os adolecentes sao, distante da relidade nos ja passamos por isso. que jeova continui lhe abencoando. ERILENE

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